Os Crystal Castles presentearam-nos este ano com um terceiro lançamento, muito esperado pelos fãs de música electrónica. Há uma mística quase inexplicácel por detrás do trabalho de Alice Glass e Ethan Kath, quase sempre imerso numa atmosfera negra e opressiva que desfaz por completo as noções de electrónica como a conhecemos. Esta sempre foi, aliás, a grande valia do som do duo britânico, o romper com os padrões "aceitáveis" do que é música dançável e audível num ambiente de clube ou discoteca.
(III) é reflexo de uma progressão (porventura natural) na carreira da banda. O som aparece mais límpido e menos negro, menos agressivo e mais equilibrado. Há, no entanto, que referir que esse "desequilíbrio" foi o que tornou os Crystal Castles...